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Como professores ensinam na educação infantil da SEMPRE

Quando famílias visitam a SEMPRE, uma das perguntas mais frequentes é: “Como os professores ensinam aqui?”

Afinal, não há carteiras enfileiradas. Tampouco quadro com lição do dia. Nem apostilas para seguir. Muito menos provas para avaliar.

Então, como acontece a aprendizagem? Além disso, o que os professores fazem se não estão “dando aula” no sentido tradicional?

Este artigo explora como professores ensinam na educação infantil da SEMPRE. Ou seja, como eles medeiam aprendizagem, respeitam ritmos, provocam descobertas — sem transmitir conteúdos prontos.

O que professores NÃO fazem na SEMPRE

Antes de explicar o que fazem, é importante entender o que nossos professores não fazem.

Não transmitem conteúdos prontos

Na educação tradicional, o professor “ensina” no sentido de transmitir informações. Isto é, ele explica, a criança escuta, copia, repete.

Porém, na SEMPRE, professores não transmitem conhecimento pronto. Pelo contrário, eles criam situações para que as crianças construam conhecimento por si mesmas.

Não seguem apostilas ou currículos rígidos

Não existe uma “aula de matemática às 9h” seguida de “aula de português às 10h”. Além disso, não há apostila com página 1, 2, 3 que todas as crianças devem cumprir no mesmo ritmo.

Portanto, os professores trabalham com um currículo vivo, que se adapta aos interesses e necessidades de cada turma.

Não avaliam com provas

Não há provas. Tampouco boletins com notas. Ou comparação entre “quem sabe mais” e “quem sabe menos”.

Dessa forma, os professores avaliam através da observação contínua, registros diários e portfólios individuais.

Então, como professores ensinam na educação infantil da SEMPRE?

1. Professores observam antes de intervir

O trabalho começa pela observação. Afinal, antes de propor qualquer atividade, o professor precisa entender onde cada criança está.

Por exemplo:

  • Quais são seus interesses genuínos?
  • Como ela aprende melhor? (visual, cinestésica, musical…)
  • Qual é seu ritmo natural?
  • Quais desafios ela enfrenta?

Assim, a observação é ferramenta pedagógica essencial. Ou seja, professores observam, registram, refletem — e só então planejam.

2. Professores provocam curiosidade, não dão respostas prontas

Quando uma criança pergunta “por que a borboleta voa?”, o professor tradicional explica a resposta.

Já o professor da SEMPRE provoca: “E você, o que acha? Como podemos descobrir?”

Dessa forma, em vez de dar respostas, o professor:

  • Faz perguntas provocativas
  • Propõe investigações
  • Cria contextos para descoberta
  • Celebra o processo, não apenas o resultado

Portanto, o papel do professor é mediar, não transmitir.

3. Professores criam ambientes de aprendizagem, não apenas “dão aulas”

O espaço é o terceiro educador. Isto é, a forma como organizamos a sala comunica o que valorizamos.

Por exemplo, na SEMPRE:

  • Materiais estão acessíveis às crianças (autonomia)
  • Espaços convidam à exploração (cantos temáticos)
  • Natureza está presente (plantas, sementes, elementos naturais)
  • Obras de arte estão nas paredes (repertório estético)

Assim, professores não apenas “dão aulas”. Pelo contrário, eles criam ambientes ricos que convidam à aprendizagem ativa.

4. Professores respeitam ritmos individuais

Uma criança de 4 anos pode estar pronta para escrever seu nome. Já outra pode precisar de mais seis meses. E está tudo bem.

Portanto, professores da SEMPRE não apressam. Tampouco comparam. Muito menos rotulam.

Além disso, eles:

  • Oferecem desafios adequados a cada ritmo
  • Celebram pequenos avanços
  • Não forçam “prontidão” artificial
  • Confiam no tempo de cada criança

Dessa forma, respeitar ritmos não é “deixar solto”. Na verdade, é acompanhar de perto, conhecer profundamente, intervir no momento certo.

5. Professores trabalham com múltiplas inteligências

Nem toda criança aprende melhor ouvindo explicações. Afinal, algumas aprendem pelo movimento. Outras, pela música. Ou ainda pela observação silenciosa.

Nesse sentido, professores da SEMPRE:

  • Oferecem múltiplas formas de explorar o mesmo conceito
  • Valorizam diferentes tipos de inteligência
  • Não reduzem aprendizagem a “ler e calcular”
  • Criam pontes entre interesses naturais e conceitos a aprender

Por exemplo, uma criança com inteligência musical pode aprender padrões matemáticos através de ritmo. Já uma criança corporal-cinestésica aprende geometria construindo com blocos.

6. Professores facilitam colaboração entre crianças

Aprendizagem não é solitária. Pelo contrário, acontece nas trocas, nos conflitos, nas negociações.

Portanto, professores da SEMPRE:

  • Criam atividades que exigem colaboração
  • Medeiam conflitos como oportunidades de aprendizagem
  • Formam grupos multiidade (1 a 6 anos juntos)
  • Ensinam crianças a aprenderem umas com as outras

Assim, o professor não é a única fonte de conhecimento. Na verdade, as crianças também ensinam umas às outras.

7. Professores trabalham com projetos significativos

Em vez de temas desconectados (“semana do trânsito”, “dia do índio”), trabalhamos com projetos que emergem dos interesses reais das crianças.

Por exemplo:

  • Crianças se interessam por formigas → investigamos formigueiros, observamos comportamento, criamos terrário, estudamos vida em colônia
  • Crianças perguntam “de onde vem o pão?” → plantamos trigo, moemos farinha, fazemos pão na cozinha experimental

Dessa forma, projetos conectam múltiplas áreas de conhecimento de forma natural e significativa.

8. Professores usam tecnologia de forma intencional

Tecnologia não substitui experiências concretas. Contudo, pode ampliar investigações.

Nesse sentido, professores:

  • Usam tablets para pesquisar quando surge curiosidade
  • Fotografam descobertas para criar registros
  • Assistem vídeos curtos para ampliar repertório
  • Sempre conectam o digital com o concreto

Portanto, tecnologia é ferramenta — não protagonista.

9. Professores documentam e refletem constantemente

O trabalho não termina quando as crianças vão embora. Pelo contrário, professores:

  • Registram observações diárias
  • Fotografam momentos significativos
  • Refletem sobre planejamentos
  • Ajustam estratégias baseados em evidências

Além disso, compartilham essas reflexões com famílias através de portfólios, conversas individuais e encontros coletivos.

O que tudo isso exige dos professores?

Ensinar assim — sem apostilas, sem provas, sem currículos rígidos — exige muito mais do professor do que seguir um manual.

Assim, professores da SEMPRE precisam:

Formação contínua
Estudam teorias educacionais, desenvolvimento infantil, múltiplas inteligências. Além disso, participam de formações semanais.

Capacidade de observação aguçada
Percebem detalhes, identificam interesses, reconhecem momentos de aprendizagem invisíveis para olhares menos atentos.

Flexibilidade pedagógica
Abandonam planos quando algo mais interessante emerge. Portanto, seguem as crianças, não apenas o planejamento.

Parceria com famílias
Comunicam-se constantemente, compartilham registros, constroem juntos o processo educativo.

Paixão genuína pela infância
Acreditam que criança é potente, capaz, curiosa. Dessa forma, o olhar do professor molda a experiência da criança.

Como professores ensinam sem “dar aulas”?

A resposta é simples — e profunda:

Professores da SEMPRE não ensinam conteúdos. Pelo contrário, eles ensinam crianças a aprender.

Ou seja:

  • Não transmitem fórmulas → Ensinam a investigar
  • Não dão respostas → Ensinam a fazer perguntas
  • Não exigem memorização → Ensinam a construir conhecimento
  • Não padronizam → Ensinam a ser singular

Portanto, quando uma família pergunta “como professores ensinam aqui?”, a resposta é:

Eles não ensinam. Eles medeiam, provocam, acompanham, respeitam, celebram.

E essa, talvez, seja a forma mais profunda de ensinar.

Na SEMPRE, formar professores é tão importante quanto formar crianças

Sabemos que uma educação transformadora começa com educadores preparados. Portanto, investimos profundamente na formação contínua de nossos professores.

Afinal, só quem nunca parou de aprender pode ensinar crianças a aprender para sempre.

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